A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 18/06/2021
Segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Esse conceito é aplicado no Brasil, onde é nítido o analfabetismo digital, construído em função da educação pública de baixa qualidade, a qual é apresentada a maior parte dos jovens, que, por virem de famílias pobres, não podem arcar com os custos de uma escola privada. Com isso, menores são as chances desse país acompanhar o desenvolvimento das outras nações, uma vez que, na contemporneidade, a tecnologia é fator determinante para o sucesso de um território. Logo, faz-se indispensável a análise dessa problemática, visando o progresso técnico-informacional nesse local.
O Brasil abriga uma sociedade extremamente polarizada, onde a maior parte da população é de classe baixa e a menor, de classe média ou alta. De acordo com Paulo Freire, “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica”. A partir desse pressuposto, infere-se que a insistência do governo em uma educação pública inadequada torna a maior parte da população brasileira ineficiente frente aos recursos tecnológicos, os quais, na contemporaneidade, são reconhecidos pela velocidade quanto a propagação de informações, fazendo com que essa grande parcela dos cidadões brasileiros não seja instigada a alterar a ordem que sustenta a segregação social imposta a eles. Portanto, o governo é o principal agente contra o analfabetismo digital desse país.
Desse modo, ao traçar um paralelo entre o Brasil e os outros países, se torna relevante o seu baixo nível de desenvolvimento. Diante disso, pode-se citar o Japão, que por meio de uma educação de qualidade pôde construir o seu status de bem-estar econômico, visto que planificou uma mão de obra majoritariamente qualificada, obedecendo, portanto, os critérios de uma nação desenvolvida, articulados pela tecnologia. Assim dizendo, a valorização da rede de ensino se tornou um critério para o sucesso de uma nação hodierna, visto que, mais do que nunca, a mão de obra barata é desvalorizada no mercado. Logo, em troca do progresso da economia brasileira em relação às outras, é necessária a melhoria na educação.
Dessarte, fica explícita a demanda da reforma nesse país para que haja a solução do analfabetismo digital. Para isso, é necessário que, por meio de movimentos sociais, como manifestações públicas ou distribuição de folhetos, pessoas com melhores condições possam se conscientizar a apoiar a presença de vítimas da segregação social no poder. Assim, com a transformação da sociedade, o meio informacional se dará de forma plana, seguindo os preceitos de Paulo Freire.