A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 21/06/2021

“O homem é aquilo que a educação faz dele”. A premissa do filósofo prussino, Immanuel Kant, veda o quadro atual do analfabetismo digital em território brasileiro, seja pela falta de conhecimento do uso da internet, seja pelo alto custo do ciberespaço. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas em prol da formação dos cidadãos.

Em uma primeira abordagem, é válido sinalizar que não existe a inclusão nos meios cibernéticos. Vale pontuar que a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante o direito a inserção nas redes, porém, esse é violado visto que diversas pessoas não sabem utilizar essas ferramentas, por falta de oportunidades, o que causa até uma segregação social e desencadeia em privilégios. Sob esse viés, é perceptível  a negligência governamental em relação a essa parcela da população, a qual sofre com a desigualdade.

Outrossim, é importante ressaltar que equipamentos eletrônicos e pacotes de internet possuem alto custo. Consoante a Aliança Por Internet Acessível, 20% das pessoas mais pobres usam 8% de sua renda para comprar apenas 1GB, assim, é praticamente impossível que essas usem tais dispositivos para fins didáticos no século XXI, pois esses têm outras prioridades como sustentar-se. Ao considerar esse fato, é notável que o meio cibernético não é acessível.

Diante do argumentado, são nítidos os empecilhos que levam ao analfabetismo digital. Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover a doutrinação do povo, por intermédio de investimentos massivos na área educativa ao concederem aparelhos para as camadas mais necessitadas com as condições necessárias para o aprendizado. A partir disso, todos os homens serão aquilo que a educação faz dele.