A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 21/06/2021
No Brasil, país com grande número de usuários de Internet, o uso das mídias digitais se apresenta muito desigual. Segundo Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”, entretanto, por causa da globalização, o mundo real e virtual estão intimamente ligados, fazendo com que aqueles marginalizados na realidade tenham direitos restritos na navegação cibernética. Portanto, sejam por fatores sociais ou econômicos, essa realidade precisa ser mudada.
Num contexto histórico, o século XXI é chamado de “era da informação” pelo fato de nunca ter sido tão rápido e fácil obter e transmitir conhecimentos. Nas palavras de Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, desta forma, os segmentos mais pobres da sociedade não podem arcar com os custos de equipamento e logística de acesso à rede. Concomitantemente, o mundo globalizado otimiza as relações interpessoais e a troca de ideias, logo, permanecer alheio a esse mundo agrava a já existente desigualdade e põe tal grupo de pessoas em situação periférica.
Além disso, tambem pode-se apontar a falta de recursos das escolas para educar a maior parcela presente nas mídias, os jovens. De acordo com a Constituição de 1988, todos são iguais perante a lei, porém está não é a realidade no país, visto que muitos centros de ensino público não conseguem fornecer o básico para instruir os alunos no uso virtual, enquanto escolas particulares contam com profissionais condicionados e logística para até mesmo manter aulas 100% à distância. Em suma, esta discrepância aumenta a diferença de possibilidades no mundo cibernético e, consequentemente, no mundo real, devido à disponibilidade de informações e conhecimentos para quem tem amplo acesso à Internet.
Assim, visando combater o analfabetismo digital no país, cabe ao MEC em parceria com o Governo Federal criar apostilas para instruir os alunos de todos os âmbitos a como devem agir na rede, visando protegê-los e ensiná-los a buscar informação. Ademais, o Ministério da Economia poderia redistribuir as verbas para realizar a manutenção e otimização dos recursos tecnológicos nas escolas, principalmente estatais, por meio da criação de centros de uso comum de computadores e instrutores capacitados.