A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 21/06/2021
Nas últimas décadas, com o desenvolvimento acelerado da humanidade, cada vez mais o conhecimento de como se lidar com as tecnologias tem sido valorizado. Nesse contexto, é evidente que há um problema sério no Brasil: o alto índice de “analfabetismo digital”. Isso ocorre principalmente por conta da inacessibilidade desses recursos por parte da população mais pobre, além do “mistério” que esses produtos eletrônicos constituem para a maior parte da sociedade. Diante disso, deve-se analisar o cenário para avaliar uma interferência.
Em primeiro lugar, a falta de acesso a esses produtos é o que mais assola a população. Uma prova disso é que, de acordo com dados do Instituto DataSenado, mais de 25% dos alunos que estavam tendo aulas remotas durante a pandemia de Covid-19 em 2020 não tinham acesso à internet. Isso demonstra não apenas que o país possui problemas educacionais, como também que muitas pessoas não detêm a estrutura necessária para usufruir das bonanças tecnológicas ou mesmo para aprender a fazê-lo. Portanto, é perceptível o dano que isso causa no povo verde-amarelo.
Concomitantemente, o tratamento da internet como algo mágico e misterioso por uma grande parcela dos indivíduos também tem uma considerável influência nessa questão. Essa “titulação” ocorre, de acordo com o filósofo Vilém Flusser, porque quase todos os usuários desses equipamentos são alienados dos processos de produção deles. Por conta disso, as tecnologias não são usadas em seu potencial máximo por seus utilizadores, que nem mesmo sabem qual é o “limite”. Dessa forma, muitas pessoas confiam cegamente nas informações encontradas nas redes, demonstrando a “analfabetização” digital supracitada.
Desse modo, analisando a influência dos fatores citados previamente, é evidente que são necessárias medidas que possam mitigar essa problemática. Para tanto, os três níveis de governo executivo(Municipal, Estadual e Federal) devem agir em conjunto, reduzindo impostos de forma que a compra desse tipo de produto seja facilitada para todos. Além disso, as Instituições Escolares, responsáveis pela formação de cidadãos, devem conscientizar, por meio de palestras, os alunos quanto à necessidade de “desconfiar” das informações encontradas na internet para que ela não seja vista como inquestionável. Dessa maneira, o Brasil chegará um pouco mais perto da “instrução ideal”.