A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 22/06/2021
“A tecnologia move o mundo”, esta frase é do emprego Steve Jobs, criador da Apple. Nessa lógica, no contexto brasileiro tal perspectiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante dessa perspectiva, faz-se obrigatória a discussão acerca da negligência estatal e consequências advindas com essa problemática radical, posteriormente, medidas para solucioná-las, devido não só a desigualdade socioeconômica mas também a falta de formação no âmbito educacional.
Dessa forma, de acordo com o índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade no país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais no mundo.Por esse ângulo, esse cruel desequilíbrio faz com que parcela da população não tenha familiaridade com o ciberespaço, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar no uso dessa ferramenta. À vista disso, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso a tecnologia, fato que consequentemente agrava esse entrave.
Além disso, é indiscutível destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Segundo as ideias do filósofo contratuálista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seu direito a inclusão digital, o que infelizmente é evidente no país. Entretanto, na realidade do Brasil esse ideal não é concretizado, pois as instituições não ofertam uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não está preparado devidamente os seus estudantes, o analfabetismo digital ainda continuará sendo um problema.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para tanto, o governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições iguais de acesso aos meios tecnológicos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio do debate amplo entre estado, professores e família, novos métodos avançados e, consequentemente, promover a alfabetização da sociedade não tangente à tecnologia do país. Feito isso, o Brasil pode gradativamente mudar o quadro exposto pelo índice de Gini e assim, se consolidar uma sociedade cada vez mais online, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.