A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 20/06/2021
A pandemia causada pelo covid-19 acelerou um processo já vigente de trabalho a distância e digitalização das burocracias estatais no Brasil e no mundo. Por causa disso surgiu, por pensadores nacionais, reflexões acerca do analfabetismo digital brasileiro. Isso ficou evidente devido aos altos índices de fraudes nos auxilios emergenciais e nas dificuldades encontradas por cidadãos para se informar durante a crise sanitária.
Nesse viés, é interessante abordar os inúmeros casos de fraudes que ocorreram nos cadastros do auxílio emergencial em 2020. Exemplos disso foram os golpes sofridos por cidadãos por revelerem seus dados - criminosos se passavam, virtualmente, de agentes do governo solicitando informações. Uma dessas fraudes foi deflagrada pela Polícia Federal no corrente ano ao realizar uma operação de desmonte de quadrilhas que estavam roubando dados alheios para receber o auxílio (reportagem da Gazeta do Povo).
Além disso, vale prestar atenção a declaração do Ministério da Economia que declarou que no mínimo 10 milhões de brasileiros não acessaram o benefício por incapacidade de manusear a plataforna da Caixa. Isso exemplifica a existência de uma larga faixa da população que não está integrada digitalmente para poder acessar seus direitos em relação ao Estado. Essas situações ocorrem principalmente nas periferias onde estão as pessoas que mais necessitam do auxílio do governo para terem acesso as necessidades básicas. Por isso é necessário analisar o analfabetismo digital com cautela.
Portanto, é preciso um esforço hercúleo, por parte do Estado, para integrar os cidadãos ao mundo digital. Isso ocorrerá por meio de um protocolo, em conjunto ao Ministério da Educação, de capacitação. Essa providência consistirá de mutirões de instrução, principalmente nas periferias, e instalações de centrais de apoio. Ações como essas ajudarão os cidadãos a acessarem seus direitos e solucionar o problema do analfabetismo digital.