A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 21/06/2021
Paulo Freire, educador brasileiro, criou um método de alfabetização que revolucionara a pedagogia mundial, assim ele promoveu a democratização da leitura e da escrita. Contudo, no Brasil contemporâneo, a questão do analfabetismo digital é fato inconteste. Desse modo, defende-se que essa conjuntura advém da trágica desigualdade socioeconômica e da falta de abordagem sobre informática nas escolas.
Nessa perspectiva, Arnold Toynbee, historiador britânico, enunciou: “Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”, atestando a evolução digital em detrimento ao avanço social. Dito isso, reconhece-se a pobreza financeira como fator precípuo do analfabetismo tecnológico. Nessa ótica, os que compõem as baixas classes sociais são afetados por esse mal, porque não possuem recursos para adquirirem essas tecnologias ou dominá-las. Dessa forma, possuir essas inovações e usá-las devidamente é um privilégio para poucos.
Ademais, Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, declarou: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, ratificando a concepção das escolas como núcleo duro para transformações sociais. Isso posto, observa-se que os colégios não evoluíram o suficiente para abarcar as novas necessidades hodiernas. Nesse sentido, essas academias, sobretudo as públicas, estão arcaicas, pois não ensinam os jovens a usarem, de forma adequada, a tecnologia. Dessa maneira, perpetua-se o analfabetismo digital, sem que haja qualquer mudança relevante senão a passividade humana diante à revolução tecnológica.
Destarte, faz-se mister resolver esse imbróglio sobre a alfabetização digital na pátria tupiniquim. Nessa certeza, o MEC, regido por Milton Ribeiro, deve implantar aulas de informática em todas as escolas brasileiras e entregar aparelhos digitais aos alunos. Isso acontecerá por meio duma força-tarefa com o Ministério da Tecnologia, para que o analfabetismo digital seja extirpado no futuro próximo. Assim, o Brasil tornar-se-á referência na acessibilização à tecnologia.