A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 21/06/2021

A era tecnológica ganhou maior notoriedade nos anos 90, com avanços nessa área, em 1997, o jornalista Gilberto Dimenstein cunhou o termo “Analfabetismo Digital”. Nessa perspectiva, nota-se desde então uma população brasileira inexperiente quando se trata do mundo computacional, isso se deve tanto pela desigualdade social que priva certos grupos de ter um conhecimento nesse espaço quanto a falta de educação aprofundada desde cedo nos sistemas educacionais sobre o assunto. Logo, é imprenscíndivel analisar as razões que tornam esse cenário uma controversa no território nacional.

Deve-se pontuar, de início, como a dispariedade socioeconômica influência para que as pessoas não tenham total experiência sobre esse âmbito. Como se vê nos índices de Gini, instrumento criado para medir a concentração de lucro em determinado grupo, o Brasil está entre os dez países com maior desequilíbrio social. Sob essa óptica, constata-se que grande parte dos indivíduos no país não tem a oportunidade de ter acesso à esse meio, isso se deve porque esse mundo digital tem como requisito de acesso a existência de uma renda miníma que a maioria da população não consegue suprir. Dessa forma, faz-se necessário mudanças sobre esse panorama geral, já que essa privatização causa a impossibilidade de adapção de certos seres à esse ambiente que a globalização proporcionou.

Ademais, a escasses de uma educação formadora nesse quesito valida a persistência dessa problemática no Brasil. Segundo a pesquisa feita pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), em 2015, cerca 20,19% dos alunos respoderam que suas escolas possuiam computadores, mas não os utilizavam. Diante dessa estatística, pode-se concluir que o país apresenta os recursos necessários para alfabetizar digitalmente a população a partir das instituições de ensino, porém acaba por não fazer bom proveito desses materiais e perde a chance de inserir-los no aprendizado dos jovens brasileiros. Portanto, é necessário que aja mudanças no sistema educacional em relação a esse  tipo  de ensino para que futuramente se tenha uma população desde cedo a par desse ciberespaço.

Em vista aos argumentos argumentos apresentados, percebe-se como o país, apesar de ter os recursos para alfabetizar digitalmente seus cidadões, não faz uso produtivo deles. Nessa conjuntura, urge que o Ministério Educacional, orgão nacional resposável pelas políticas educacionais, insira o ensino digital na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que por meio de leis a matéria se torne obrigatória na educação dos brasileiros, e assim, ampliando o acesso tecnológico até as escolas públicas e consequentemente permitindo que as camadas com menor renda tenham contato com o mundo virtual. Dessa maneira, a Terra da Santa Cruz irá ter por fim um povo mais ciente das características essenciais para viver nesse universo globalizado.