A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 22/06/2021

A Terceira Revolução Industrial, sucedida no século XX, é caracterizada pela formatação de avançadas tecnologias por potências mundiais a fim de aprimorar as transações comerciais e a circulação de conhecimento por intermédio do vertiginoso desenvolvimento da comunicação virtual em escalas globais. Entretanto, o progresso dos artefatos inovadores restringiram-se às nações prósperas, detentoras de centros de pesquisa, concomitante à marginalização tecnológica da população de países subdesenvolvidos, haja vista os ínfimos investimentos em infrestrutura cibernética. Posto isso, ao considerar o Brasil como território de modernização tardia, emerge-se a questão do analfabetismo digital como pujante coeficiente de defasagem social.

Precipuamente, cabe abordar que o analfabetismo digital provém da depreciativa disparidade entre as esferas da sociedade brasileira. Segundo Ayan Rand, filósofa humanista, o capital é uma das vitais ferramentas para a manutenção dos domínios materiais privados. Nessa lógica, por não disporem de espólios financeiros sobressalentes, as classes preteridas propendem a ter aquisição restrita de aparatos modernos, que concentram exorbitante valor agregado, e ,por conseguinte, são inviabilizadas de assimilar as transformações tecnológicas e integrá-las ao cotidiano. Desse modo, a insipiência digital é impulsionada, sucessivamente, pela exclusão social à medida que a concentração de renda torna-se inerente ao corpo biológico.

Ademais, o acesso exíguo ao âmbito virtual de sistemas públicos, a citar o de educação e saúde é um retardatório reflexo do analfabetismo digital. De acordo com Carlos Drummond, poeta brasileiro, o conhecimento é o substancial coeficiente de aperfeiçoamento da natureza humana. Contudo, tal máxima não é praticada pela sociedade brasileira ao constatar que a inscícia tecnológica acomete a eventual praticidade de usufruto dos órgãos nacionais que, por sua vez, implementam dinâmicas de comunicação para longas distâncias como, por exemplo, agendamento de atendimentos médicos e cadastros em projetos públicos de auxílio financeiro, de ação sanitária e acadêmicos. Assim,  esse tipo de analfabetismo obstrui a possibilidade dos indivíduos alcançarem seus direitos de modo hábil.

Depreende-se, portanto, que a comunidade brasileira submetida ao analfabetismo digital desfruta de uma debilitada integridade social e cognitivo-intelectual. Dito isso, urge que o Ministério da Educação, juntamente às empresas de tecnologias, combatam tal insipiência mediante concessão de aparelhos modernos a instituições de ensino, sobretudo computadores, além de incentivar a inserção de princípios da Informática na grade curricular. Dessa forma, os habitantes da nação brasileira estarão aptos para acompanhar as revoluções do mundo globalizado.