A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 21/06/2021
“A tecnologia move o mundo”. Tal máxima do inventor Steve Jobs reflete a importância da tecnologia na contemporaneidade. Sob esse viés, o Brasil encontra-se diante de uma nova problemática, o analfabetismo digital, isto é, indivíduos que não conseguem usufruir da tecnologia por falta de conhecimento. Em virtude disso, há o agravamento de antigas mazelas como a desigualdade social e a formação educacional precária dos indivíduos. Desse modo, faz-se necessário um olhar crítico de enfrentamento acerca de tal questão.
A princípio, vale ressaltar a crescente presença da tecnologia no corpo social brasileiro e sua importância, seja no processo de socialização, seja na execução de tarefas no dia a dia. Apesar disso, grande parcela da população — em especial as camadas mais pobres — não possue acesso nem compreensão básica sobre o funcionamento do mundo virtual. Por conseguinte, esses cidadãos não conseguem utilizar corretamente as ferramentas providas pelo ciberespaço, de tal maneira que há a impossibilidade em acessar informações, conhecimento, entre outros. Ademais, segundo o filósofo brasileiro Eduardo Marinho, não há competição onde há desigualdade de condições. Diante disso, os digitalmente iletrados enfrentam dificuldades na sua inserção no mercado de trabalho e na sociedade como um todo e, como resultado, tornam-se marginalizados, agravando as disparidades sociais.
Em seguida, é imperativo destacar a máxima de Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Nesse sentido, é evidente a importância da educação na constituição do indivíduo. Outrossim, as formas de ensino tornam-se cada vez mais digitais, como é o caso do modelo EAD (Educação a Distância) — impulsionada pela pandemia do covid-19 — , assim como a utilização de tablets, computadores e demais ferramentas no processo educacional. Logo, a carência no conhecimento acerca do mundo digital transforma-se em um grande déficit pedagógico e influencia diretamente na formação, bem como na preparação do sujeito para a vida moderna.
Destarte, são precisas medidas eficazes para mitigar tal problemática. Para tanto, em consonância com o pensamento de Thomas Hobbes, “É dever do Estado garantir o bem-estar social”, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com o Ministério da Educação, realizem investimentos em educação digital, por meio da disponibilização de aparelhos tecnológicos e aulas gratuitas com profissionais da área sobre o funcionamento do mundo cibernético, a fim de integrar os analfabetos digitais a modernidade e também garantir a formação adequada dos mesmos. Dessa forma, será possibilitada a inclusão digital a todos, contribuindo para o progresso da sociedade.