A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 23/06/2021

A globalização trouxe consigo o movimento da Transformação Digital, que influi qualquer indivíduo independente de sua idade, gênero, profissão ou posição social. Paralelamente, esse projeto impacta diretamente no conhecimento em relação às plataformas e ferramentas de cunho eletrônico sendo necessário o domínio básico desses. Porém, a realidade brasileira se distancia desse mínimo uso útil da internet, não só devido a dificuldade em se adaptar às mudanças econômicas, mas também relacionado às questões da segurança do indivíduo virtualmente. Dessarte, torna-se necessário a adoção de medidas educacionais e governamentais para combater o analfabetismo digital no país.

Nessa perspectiva, com os avanços tecnológicos surge o consumidor e o produtor digital e com isso são expostas as dificuldades do brasileiro em relação ao uso da informática. Nesse  contexto, os grandes desafios do indíviduo canarinho se encontram no mínimo que é uma compra ou venda online, pedidos ou entregas por aplicativos e a comunicação via produtor-consumidor que também é vista com muita dificuldade pelos cidadãos. Segundo a ideia de Albert Einstein: ‘’tornou-se claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade’’, ainda mais pela falta de educação digital para o uso de plataformas essenciais para o desenvolvimento atual e futuro da economia majoritariamente à população pobre. Isso se torna mais evidente no contexto da Pandemia do Coronavírus, em que a população beneficiada pelo auxílio emergencial teve dificuldade para acessar o repasse financeiro digitalmente, segundo o jornal G1.

Outrossim, a segurança do indivíduo é diretamente afetada se navega na internet sem conhecimento. Nesse panorama, é comum o brasileiro navegar em sites duvidosos, acreditar em qualquer mensagem lhe enviada e semelhantes como fornecer dados a desconhecidos achando que é para o banco, por exemplo. Conforme a pesquisa da empresa global de cybersegurança Kaspersky: 62% dos canarinhos não conseguem reconhecer uma notícia falsa, consequência de uma nação sem educação digital e campanhas que visem a diminuição do número de vítimas desses perigos virtuais. Além disso é necessário afirmar que essas pequenas falhas ao navegar na internet não só acometem o indivíduo,  mas também podem afetar grandes instituições, sejam públicas ou privadas.

É de suma importância, portanto que o Ministério das Comunicações em parceria com o Ministério da Educação crie políticas amparando a população mais pobre e adulta: abrindo cursos gratuitos de educação digital por meio de Secretarias Estaduais de Educação, a fim de incluir e informacionalizar esses indivíduos. Ademais, é imprescindível a educação tecnológica ainda na infância para que desde essa fase se entenda como usar corretamente as platafomas digitais.