A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 22/06/2021
A sociedade contemporânea vem vivenciando a intensificação de um processo chamado globalização desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Indubitavelmente, trata-se de um fenômeno que conecta milhões de pessoas ao redor do mundo, mas que, por outro lado, acaba evidenciando desigualdades sociais e econômicas, além de expor as pessoas mais desinformadas a fake news e cibercrimes. Logo, o analfabetismo digital no Brasil é uma questão que se deve discutir.
Precipuamente, destaca-se que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, levando em consideração medidores sociais como o índice de Gini. Dessa forma, percebe-se que a parcela mais pobre da população possui maior dificuldade de acesso aos meios virtuais, o que os torna mais sujeitos ao analfabetismo digital. Também não se pode esquecer que a questão de classe está ligada ao fator racial, visto que com base em produções como “Pequeno Manual Antirracista” da ativista Djamila Ribeiro, nota-se que a maioria da população pobre é negra. Portanto, somente com a melhoria desse entrave, o país melhorará sua classificação no índice de Gini por exemplo.
Outrossim, aponta-se que pessoas despreparadas para a internet são mais propensas a fake news e cibercrimes. Mas, para que se entenda o processo de digitalização do mundo contemporâneo, é preciso lembrar que se vive em um pós-Revolução técnico-científico-informacional. Sendo assim, a maior parte dos trâmites é feita por vias digitais, o que abre margens para golpes on-line e para disseminação de informações falsas. Por isso, faz-se necessário preparar os cidadãos para o contexto cibernético.
Por conseguinte, medidas precisam ser adotadas para combater esse tipo de analfabetismo. Nesse sentido, propõe-se que o Ministério da Educação invista, por meio dos impostos arrecadados, na introdução de ensino de informática e tecnologias nas escolas, ou seja, insira essa matéria no currículo de Educação Básica da rede pública a fim de democratizar tal conhecimento. Destarte, é evidente que o caminho mais coerente a se seguir é baseado na educação.