A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 21/06/2021
A metáfora retratada por Platão em seu Mito da Caverna, descreve a situação de pessoas incapazes de alcançar a verdade, estando esta fora de seu alcance. A partir disso, pode-se fazer uma alusão ao Brasil atual através da questão do analfabetismo digital, e consequentemente do desábito da checagem da qualidade das informações recebidas.
Diante desse cenário, faz-se importante visualizar a omissão do poder público para com a questão. Acerca disso, o filósofo Thomas Hobbes dizia ser dever do Estado garantir meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Todavia, as autoridades vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que se encontram inertes e não direcionando o olhar para ações que poderiam resolver o analfabetismo digital. Tal negligência inviabiliza a dissolução dessa conjuntura, e dificulta a inserção de muitos cidadãos no tecido social.
Outrossim, vale denunciar o agravamento do impasse por parte da falta da mudança no sistema educacional. Consoante ao fato, Paulo Freire, educador brasileiro, diz que a escola precisa romper com os métodos ultrapassados que não despertam a curiosidade do estudante, o que os impedem de buscar respostas e conhecimentos aprofundados. Nessa lógica, a introdução de instrumentos tecnológicos nas primeiras fases da educação de jovens pode ser uma forma de inserir na população brasileira um desenvolvimento intelectual no que diz respeito ao manejo da tecnologia.
Sumamente, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados ao analfabetismo digital. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar da população, elaborar um planejamento de incentivo a educação tecnológica desde a infância e durante todos os momentos da vida, acompanhando a evolução científica e digital no resto do mundo. Isto pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras municipais, governadores e entidades federais, haja vista que tal imbróglio envolve todos os âmbitos administrativos.