A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 20/06/2021

“A tecnologia move o mundo.” Apesar de a premissa da frase de Steve Jobs, empresário norte-americano, ser verdadeira em muitos aspectos, essa não é a realidade de grande parte dos brasileiros afetados pelo analfabetismo digital. Essa questão complexa tem suas origens na falta de acesso à tecnologia por milhões de cidadãos e intensifica as desigualdades já existentes na sociedade brasileira. Assim, é necessário que órgãos federais tomem medidas necessárias para eliminar essa problemática no país.

Nesse contexto, é imprescindível ressaltar que a falta de acesso à tecnologia é um dos fatores para o agravamento do analfabetismo digital no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 170 milhões de brasileiros não possuem alcance a produtos tecnológicos, o que corresponde à mais de metade da população do país. Ademais, isso dificulta ainda mais a resolução desse problema, pois não se pode ensinar algo a quem não dispõe das ferramentas essenciais para aprendê-lo. Por isso, esse fato é um empecilho para a formação de uma população inserida no mundo digital.

Por conseguinte, a questão do analfabetismo digital agrava as desigualdades já existentes na sociedade brasileira. Conforme Milton Santos, geógrafo brasileiro, a globalização é perversa pois o progresso prometido por ela não alcança a população mundial e a falta de conhecimento tecnológico pela maioria da sociedade brasileira comprova essa premissa. Além do analfabetismo funcional, que atinge 38 milhões de pessoas, de acordo com a ONG Ação Educativa, o digital intensifica o quadro de segregação predominante no Brasil. Com isso, é essencial que as autoridades tomem as providências para amenizar esse panorama negativo.

Portanto, é relevante analisar a complexidade do problema do analfabetismo digital e a urgência de medidas para amenizá-lo. Para diminuir as desigualdades existentes na sociedade brasileira e garantir o acesso à tecnologia pela maioria da população, cabe ao Ministério da Educação fornecer conhecimento tecnológico em escolas públicas por meio de cursos preparatórios e ferramentas técnicas e atualizadas, que sejam acessíveis a toda a massa de estudantes. Assim, a tecnologia moverá o mundo de todo mundo, como afirmado pelo empresário.