A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 22/06/2021
A era digital permitiu uma comunicação mais fluida e o acesso às informações mais fácil, contudo, a evolução da tecnologia nos proporciona novos desafios diariamente. O analfabetismo vai muito além de um termo aplicado a pessoas impossibilitadas de ler ou escrever, também pode ser utilizado em situações onde não há nenhum tipo de instrução sobre algo. Por exemplo, um indivíduo que desconhece as ferramentas disponíveis em um computador, pode ser considerado um analfabeto digital.
O universo da computação pode ser algo bastante desafiador para alguém que não está acostumado a utilizá-lo com frequência. A situação acaba sendo ainda pior, já que a falta de acesso à internet é a realidade de aproximadamente 40 milhões de brasileiros, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2019. A gravidade desse fragmento é nítida, a preocupação se deve principalmente por afetar diretamente áreas como as da educação e economia.
A insegurança na navegação é outro fator que necessita de muitos avanços no Brasil, o acesso às redes ainda é muito deficiente e faz com que muita gente seja excluída dos avanços tecnológicos. O vazamento de dados, por exemplo, não é novidade, já que o Brasil ocupa a terceira colocação no ranking de países que mais sofrem com ataques cibernéticos. A gestão de dados do país enfrenta uma série de problemas, que vão desde a falta de conhecimento das autoridades até a insipiência da população. Com isso nosso país alcança a 42ª posição do ranking de 50 países avaliados em relação ao nível de conhecimento sobre os riscos cibernéticos, de acordo com uma pesquisa global elaborada pela empresa Oliver Wyman.
O conhecimento mínimo de informática é cada vez mais exigido no mercado de trabalho, por isso a importância do combate a exclusão social através de políticas públicas. É necessário um maior número de programas que levem a conexão gratuita à internet e a educação sobre informática para famílias carentes, notadamente nas periferias. Os planos de inclusão digital são fundamentais na alfabetização tecnológica de jovens e adultos.