A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 21/06/2021

Com a terceira Revolução industrial, o acesso aos meios de informação e tecnologia aumentaram consideravelmente. Contudo, na sociedade brasileira, nem todos os cidadãos possuem a condição financeira e a capacitação necessária para os utilizarem. Nessa lógica, gera-se um problema de contornos socioculturais que emerge do silenciamento acerca do tema e de um despreparo educacional da população.

Em primeira análise, convém ressaltar que a falta de debate é uma causa latente da problemática. A esse respeito, o sociólogo Bentinho defende que a mudança de um país é feita pela cultura. Entretanto, no que concerne ao analfabetismo digital, percebe-se justamento o contrário, pois, muitas vezes, não há no Estado uma preocupação em fomentar o papel da tecnologia como forma de crescimento e desenvolvimento do indivíduo e , por conseguinte, do meio social.

Além disso, a lacuna educacional no ensino brasileiro é outra dificuldade enfrentada. Nesse sentido, consoante Gustave Flaubert, “A vida deve ser uma constante educação”. Porém, o papel do ensino formal no incentivo ao aprendizado tecnológico não é bem definido, visto que, em grande parte dos casos, esse tipo de aprendizagem é deixado em segundo plano. Logo, tal fato deve-se a não modernização do plano nacional de educação, o que prejudica a todos.

Destarte, fez-se necessário intervir na questão. Portanto, cabe ao Governo, por meio de investimentos maciços em instituições educacionais, incentivar o contato, em geral, da população com a tecnologia e , desse forma, engendrar, nos munícipes, uma mentalidade de valorização e interesse tecnológico, com o fito de formar um ambiente social favorável ao desenvolvimento da sociedade. Nesse contexto, será possível combinar o avanço da revolução técnico científica com a prática da cidadania.