A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 21/06/2021

Em meados de 1950, o mundo passava por uma mudança drástica: a Revolução Técnico-Científica-Informacional, que inovou as áreas da tecnologia, ciência e informática. Entretanto, hodiernamente, essa trouxe algumas dificuldades, como os desafios para a alfabetização tecnológica. Nesse caso, pode-se dizer que os principais problemas disso são a baixa acessibilidade tecnológica e a falta de uma educação formadora.

É primordial ressaltar, primeiramente, que a indústria tecnológica não possui interesse em tornar seus produtos acessíveis à pessoas menos favorecidas. Isso acontece, porque para tal, seria necessária uma ampla pesquisa de mercado ( o que causaria um gasto significativo) para entender quais são os principais focos de dificuldade desse público. Desse modo, as mercadorias tecnológicas são produzidas para continuar as vendas para os consumidores que já estão acostumados com a interface considerada padrão.

Outrossim, é imperativo destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. A escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. Entretanto, na realidade do Brasil esse ideal não é concretizado, pois as instituições não ofertam uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus discentes o entrave do analfabetismo na seara da tecnologia perdurará sobre o país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso, é necessário que o Ministério da Infraestrutura, por intermédio de parcerias público-privada, construa antenas e instale pontos de Wifi em regiões carentes por todo o Brasil, a fim de inserir essas pessoas na sociedade virtual de um país cada vez mais conectado. Assim, se consolidará uma sociedade cada vez mais online e  democrática.