A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 23/06/2021
Segundo o Artigo Sexto, um dos fundamentos da Constituição Federal de 1988 é que todo cidadão tem o direito a educação. Entretanto, esse dispositivo não é cumprido em sua totalidade, haja vista os problemas relacionados a questão do analfabetismo digital no Brasil. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a desigualdade socioeconômica e a falta de uma educação formadora no âmbito tecnológico.
Uma das razões para que tenha no Brasil um elevado índice de analfabetismo digital é a desigualdade socioeconômica. De acordo, com dados divulgados pela Instituição de Oxfam, o Brasil é um dos dez países mais desiguais do mundo. Em outras palavras, com essa falta de recurso financeiro boa parte da população não tem acesso a aparelhos tecnológicos, sendo assim também não conseguem se adaptar no meio das plataformas digitais. Com isso, cidadãos com poucos recursos financeiros estão sendo impedidos de ter acesso à tecnologia devido à desigualdade socioeconômica.
Além disso, outro motivo que acarreta o analfabetismo digital é a falta de uma educação formadora. Nesse contexto, segundo o historiador Roger Chartier, as escolas deveriam funcionar de modo a ser uma ponte, em que o Governo intervenha na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Porém, isso não ocorre, pois, as escolas não ofertam uma educação de ensino para que os alunos possam dominar essas ferramentas tecnológicas. Como desdobramento, enquanto as instituições de ensino não estiverem preparadas devidamente os alunos, as dificuldades do alfabetismo digital irão aumentar gradativamente.
Portanto, é necessário discutir sobre o analfabetismo digital na atualidade. Cabe ao Ministério da Educação ampliar com urgência o acesso às novas tecnologias nas escolas, visto que o PNE (Plano Nacional de Educação) previu, para junho de 2019, a universalização do acesso à rede municipal de computadores em banda larga e alta velocidade. Isso pode ser feito por meio da distribuição e do redirecionamento de verbas para aquisição de computadores e formação de professores e alunos a exemplos do que algumas cidades já promovem. Como efeito, espera-se diminuir o elevado índice de analfabetismo digital no país.