A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/06/2021
A terceira revolução industrial, originada no Vale do Sílicio e também nomeada de Revolução Informacional, é caracterizada pelo avanço tecnológico no setor industrial durante o século XX, para aprimoração do trabalho e otimização do tempo. Diante disse, foram criados as tecnologias móveis atuais, como celulares, tabletes e computadores. Nesse viés, o acesso á tecnologia se faz presente na realidade atual, porém, a questão do analfabetismo no Brasil está intimamente ligado á desigualdade econômica e á falta de controle de dados em ambiente virtual, que são agravantes da problemática.
Em primeira análise, é importante destacar que a questão presente está intimamente associada a disparidade ecônomica, que resulta na exclusão da parcela pobre ao ambiente cibernético. Logo, de acordo com o índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade no país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais no mundo. Nessa óptica, a falta de acesso aos aparelhos móveis é vista como uma impossibildade do acesso ao ambiente virtual, considerado no mundo globalizado a principal fonte de trabalho e lazer, e não tenha familiariedade com o mesmo, fato que consequentemente agrava esse entrave.
Ademais, outro fator que acarreta a problemática é a falta de segurança na internet, uma vez que está mais presente na realidade os ataques cibernéticos e invasões em redes sociais. Nesse sentido, segundo pesquisas do IBOPE, que medem o índice de confiança social, a confiabilidade do Poder Judiciário caiu consideravelmente, até chegar em menos da metade dos entrevistados. Nessa perspectiva, a necessidade da confiabilidade nas plataformas digitais é outro fator cuminante, pois, além da consciência sobre informações de como usar, essas plataformas devem auxiliar o usuário durante o uso e garantir a confiança e segurança dos dados dispobilizado aos mesmos.
Portanto, evidencia-se a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para tanto, o governo federal deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, proporcionando condições igualitárias ao acesso ás tecnologias. Além disso, criar leis para proteção da população em ambiente virtual e evitar possíveis fraudes ou invasões. Feito isso, o Brasil poderá gradativamente mudar o quadro exposto pelo índice de Gini.