A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 23/07/2021
Desde o Ilumismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão do analfabetismo, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática aumenta intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela escassez de medidas governamentais quanto à instrução tecnológica, seja pela incapacidade de inúmeros brasileiros para acessar a internet.
A princípio, é mister debater que a questão constitucional está entre as causas do problemas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Contudo, segundo dados do IBGE, 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar a internet corretamente, com isso, acarreta a ineptidão em analisar informações e o compartilhamento de informações falsas. Percebe-se, portanto, a urgência da aplicação de medidas para evitar o atraso da população brasileira.
Outrossim, destaca-se os indivíduos sem acesso à internet como impulsionador do problema. De acordo com o IBGE, cerca de 30% dos brasileiros não têm acesso à internet no país. Desse modo, compreende-se que essa parte da comunidade é desprovida de um enorme conhecimento que pode se adquirir com o bom uso da internet. Em conseguinte, substancial parcela da sociedade se torna vítima do analfabetismo digital, dado que a inaptidão de usufruir desses sistemas contribui para o desentendimento de tais tecnologias.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o governo, junto à mídia, devem instituir campanhas para promover o conhecimento e instruções necessárias no uso das tecnologias àqueles que precisam. Em suma, o Estado deve instroduzir os indivíduos desconectados às tecnologias, por meio da criação de “espaços wi-fi”, nos quais haverá a acessibilidade gratuita, a fim de que seja possível alcançar, na sociedade brasileira, o equilíbrio citado por Aristóteles.