A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituente - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e à educação como valores supremos de uma sociedade fraterna. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do analfabetismo digital no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. A isso atribuem-se dois fatores principais: a falta de conhecimento e a carência de investimento.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conhecimento. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país. Nesse sentido, a educação no Brasil, embora firmada legalmente, as pessoas que não tiverem acesso à informação séria sobre o analfabetismo digital, sua visão sera limitada, o que dificulta a erradicação da falta de conhecimento.
Ademais, é fundamental apontar a ausência de investimento como impulsionador do analfabetismo digital no Brasil. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filosófos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimento na questão do analfabetismo digital, que tem sigo negligenciado, o que torna sua solução mais difícil de ser alcançado.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de conhecimento e a ausência de investimento. Dessa forma, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem criar cursos técnicos gratuitos acessíveis para todos. Assim, será consolidada uma sociedade mais educada, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.