A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 28/07/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso a educação, percebe-se que, na realidade brasileira não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a questão analfabetismo digital. Nesse viés, torna-se crucial analisar o silenciamento do tema, omissão do Estado e uma necessária intervenção.

Nessa perspectiva, a falta de informação sobre que o analfabeto digital não se integrará em uma sociedade globalizada. Sob essa ótica, Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, existe um silêncio instaurado na questão. Para história, o Brasil passou por uma revolução tecnológica, em que os meios digitais são necessariamente usados no cotidiano de cada indivíduo, e que sem o conhecimento por parte de todos não haverá democratização. Logo, urge tirar essa temática da invisibilidade como descreve a pensadora.

Vale ressaltar, ainda, que a indiligência governamental potencializa a escassez da visualização do analfabetismo digital. Ademais, na obra “Os Bruzundangas”, o pré-modernista Lima Barretto já expunha que a ausência das cláusulas constitucionais, da legislação brasileira está intríseca nos desafios da nação. De forma análoga, tal contestação é legitimada no que tange ao precário engajamento estatal para o auxílio com as vítimas dessa ridicularização que é o descaso com investimentos para acabar não letrados digitalmente. Nesse triste cenário, é essencial ultrapassar esses paradigmas.

Portanto, o analfabetismo digital não impedirá a ordem e progresso. Sendo assim, cabe ao Congresso nacional - órgão público responsável por eliminar as feridas do país - criar projetos de aplicação de leis, por meio de fundos estatais, com a finalidade de deixar o governo mais ativo referente a esses entraves. Outrossim, este modo pode ser obtido, por exemplo, por extração de impostos públicos, para tais ações sociais levem à vida plena. Assim, estas praticas levam para o Brasil ideal criado por Lima Barreto.