A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 03/08/2021

A criação da Guerra Fria proporcionou o encurtamento das distâncias entre pessoas e a relação mercado e consumidor, além de facilitar algumas atividades essenciais como pagamentos bancários e se manter informado. Entretanto ao analisar o índice de analfabetismo digital no Brasil – 31° entre os 100 países – , é nítido que nem todos possuem essas vantagens que, infelizmente, afetam empregos e a educação nacional. Sendo assim, é imprescíndivel a análise e a resolução desses entraves para a democratização do saber digital.

Primeiramente, é válido destacar a displicência governamental em contribuir para o inacesso dos indivíduos na era tecnológica e posteriormente na área profissional. É notório, na atualidade o conhecimento tecnológico para a empregabilidade e o orgão que pode possibilitar o maior alcançe de pessoas no ensino digital, o Estado, absurdamente, não se mobiliza para a mudança efetiva desse cenário, em contra partida com a Constituição de 1988, em que o trabalho é um direito de todos, porém um direito cada vez utópico para os analfabetos eletrônicos. Nesse viés é inegável afirmar a falta de comprometimento do gorverno e a contribuição para uma sociedade retrograda, uma vez que não investir na educação é parar o país.

Paralelo a isso, é relevante abordar também os efeitos da ignorância digital no ensino superior. Desde a lei federal para Ensino a Distância (EAD), estudantes e universitários que não podem sair diariamente de casa agora estudam remotamente, um grande benefício, mas limitado áqueles que possuem o conhecimento necessário para desfrutar, tornando inacessível a medida que instituições aderem a esse modelo e que a falta de domínio computacional cresce no país – sem que haja a obrigatoriedade de ensina-lás – . Dessa forma, observa-se a precariedade em aplicar a lei e o cárater excludente para inserção de jovens e adultos nas universidades.

Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas que possam minimizar o analfabetismo digital no Brasil. Nessa lógica, é imperativo que o Estado promova a integração digital, por meio de cursos gratuitos para a população, que poderiam por exemplo, serem realizadas em salas de informaticas em colégios públicos ou em bibliotecas municipais com reserva de horário e profissionais especializados, focados no mercado de trabalho, estudo e até no uso cotidiano. Feito isso, uma parte dos brasileiros se sentira inclusa e irá ver o mundo na mesma percepção que o resto da sociedade.