A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 29/10/2021
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5, prevê o direito da inclusão digital a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, na realidade, esse direito não é de fato garantido, pois as pessoas sofrem com o analfabetismo digital e, como consequência, são excluídas do mundo digital. Dessa forma, é necessário promover uma análise a fim de encontrar soluções, o que só será possível a partir do entendimento dos causadores do problemas. Sob essa lógica, é preciso compreender a exclusão das pessoas de baixa renda, e falta de investimentos na educação digital.
Em uma primeira análise, pode-se perceber que as pessoas de baixa renda são as mais exlcuídas do mundo digital. Segundo uma pesquisa feito pelo Instituto Data Folha, 47% dos moradores das periferias brasileiras nunca tiveram acesso à internet. Nesse contexto, por não terem condições financeiras, as pessoas de classe baixa não têm acesso às novas tecnologias de informação com facilidade. Desse modo, as pessoas de baixa renda, por serem excluídas e não terem o acesso à internet garantido, tem como efeito o analfabetismo digital que as impede de acompanharem as mudanças no mundo do trabalho e da educação, por exemplo.
Além disso, a falta de investimentos na educação digital é o que impede que muitas pessoas aprendam a lidar com as novas tecnologias. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 37% dos brasileiros não sabem utilizar a internet e suas ferramentas. Sob essa lógica, tal dado apresentado só comprova que a falta de uma educação voltada para as novas técnologias dificulta a aprendizagem das pessoas. Dessa maneira, o analfabetismo digital é apenas uma consequência da ausência de investimentos na educação tecnológica brasileira, pois as pessoas não são ensinadas a utilizarem as ferramentas oferecidas pela internet.
Portanto, é necessário combater o analfabetismo digital. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável por desenvolver políticas tecnológicas, a criação de projetos que disponibilizem internet gratuita em bairros de classe baixa, por meio da disponibilização de verbas do Tribunal de Contas da União (TCU) para os investimentos, com a finalidade de gerar a inclusão das pessoas de baixa renda e tornar possível o acompanhamento das novas tecnologias. Ademais, cabe ao MCTI, em parceria ao Ministério da Educação (MEC), a desenvoltura de uma nova grade curricular com uma matéria voltada para a educação digital, a fim de ensinar as pessoas a utilizarem a internet e suas ferramentas. Assim, espera-se que os direitos previstos na Constituição Federal sejam garantidos a todos.