A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 25/08/2021
Na consequência da evolução tecnológica, o acesso a internet viabilizou o acesso a uma farta rede de informações e possibilidades. Entretanto, essa ferramenta inovadora, frequentemente, não é aproveitada de forma plena e correta, haja vista que o impasse ligado ao analfabetismo digital ainda encontra-se vigente no Brasil. Diante disso, fica claro que tanto a carência de instruções no ambiente educacional quanto as desigualdades socioeconômicas são fatores que colaboram para a permanência do problema relatado.
Em primeiro plano, vale discutir a influência da falta de formação educacional como impulsionadora do analfabetismo digital. Dessa maneira, uma analogia com a afirmação do economista britânico Arthur Lewis, mostra-se possível, tendo em vista que ele pontua a educação como um investimento com retorno garantido. Contudo, no território brasileiro, diversas instituições de ensino não ofertam a ajuda necessária para os alunos dominarem as ferramentas tecnológicas da atualidade. Nesse viés, as aulas que visam o aprendizado acerca dessas inovações, representam a mitigação do analfabetismo digital, o que de fato é de suma importância para o desenvolvimento tecnológico do país.
Outrossim, a desigualdade social e econômica está intimamente relacionada a exclusão digital sofrida por muitos indivíduos brasileiros, de modo que esse empecilho ratifica a situação do analfabetismo digital. Consoante a isso, o conceito de “Invisibilidade Social”, criado pela filósofa Simone de Beauvoir, encaixa-se perfeitamente no assunto, uma vez que nele é exposto a exclusão de certos grupos considerados indiferentes perante outros. Nessa perspectiva, é visível a dificuldade de algumas pessoas perante o analfabetismo digital, levando em conta que os mais velhos e os indivíduos da camada mais pobre da sociedade, possuem o obstáculo da falta de aparelhos eletrônicos e da mudança de costumes. Logo, o governo tem que agir prontamente para suavizar essas controvérsias, visto que ,os idosos e os cidadãos comprometidos financeiramente, sofrem com a falta de inclusão ao processo de aprendizado digital.
Em síntese, medidas devem ser implementadas com o intuito de minimizar as controvérsias associadas ao analfabetismo digital. Portanto, urge que o Ministério da Educação— encarregado dos assuntos sobre o ensino no país—, por meio de reuniões institucionais, aplicar nas escolas um programa de ensino digital, coma finalidade de desenvolver os alunos e torná-los preparados para a era tecnológica hodierna. Ademais, o Estado— responsável pelos temas que envolvem o bem-estar dos cidadãos, mediante vergas governamentais, deve disponibilizar palestras gratuitas com a presença de equipamentos tecnológicos e profissionais, a fim de possibilitar o acesso de todos a esses meios.