A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 25/08/2021

John Locke, conhecido como o pai do liberalismo, afirma ser dever do estado a garantia de direitos imprescindíveis aos cidadãos. No contexto atual, o fácil acesso digital é essencial baseado na tecnologia desenvolvida hoje, mas, no Brasil, o analfabetismo se destaca como um problema a se resolver. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa realidade, podem-se destacar a falta de informação e educação aos cidadãos da terceira idade ao decorrer do desenvolvimento tecnológico, juntamente com a desigualdade digital que atinge qualquer idade.

Primeiramente, vale ressaltar a escassez de informação e paciência perante aos idosos. Segundo Francis Bacon, “Conhecimento é poder”. Analogamente, verifica-se infelizmente a falta de iniciativa dos jovens e adultos de oferecer ensinamento aos idosos de suas famílias e mantê-los atualizados do mundo da tecnologia. Consequentemente, resulta em dificuldade na realização de alguma tarefa importante e acaba por nem terminar a mesma.

Outrossim, é valido mencionar a desigualdade digital como impulsionadora do problema. Diante de tal contexto, o filósofo Rousseau defende que o homem é reflexo do meio em que vive. Desse modo, os cidadãos que se encontram em uma situação precária, ou seja, sem acesso ao mundo digital, como wi-fi para estudos, mecanismos novos que ajudam

em atividade simples do dia a dia, a própria comunicação, influenciam o cenário da desigualdade.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Para isso, cabe ao Ministério da Educação promover eventos gratuitos para todas as idades, com wi-fi livre, apresentação de ferramentas e sistemas novos, aparelhos úteis para o cotidiano e novas formas de estudos, por meio de divulgações nas comunidades, jornais, rádios e televisão, a fim de ajudar na adaptação às novas tecnologias. Somente assim, os cidadãos participarão de forma digna e terão o conhecimento necessário para usufruir de todas as novidades.