A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Atualmente, tem-se discutido muito a respeito da questão do analfabetismo digital no Brasil, devido ao grande avanço da tecnologia, os novos meios de comunicação, pagamentos virtuais etc., faz com que muitas pessoas de idades mais avanças sofram com a falta de intimidade, diferente dos jovens da atual geração. Com isso, deve-se discutir sobre a falta de medidas governamentais para o preparo a estes e as demais consequências.
Sob a perspectiva de Nicolau Maquiavel, filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento no século XV “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança”, retrata a dificuldade de se adaptar ao novo, principalmente sem qualquer tipo de apoio adequado. A falta de medidas governamentais no que diz respeito ao preparo e orientação a pessoas mais velhas faz com que este problema persista ainda mais, deixando uma grande parcela da população despreparada e “desativada”. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 11 milhões de brasileiros são analfabetos digitais. Com isso, verifica-se que a falta de medidas governamentais faz com que este problema persista.
Paralelamente ao descaso governamental, as consequências do despreparo ao uso dos meios digitais não mais que nítidas, tendo em vista ao aumento do número de golpes digitais nos últimos tempos. Tal fato ocorre devido à falta de consciência sobre os crimes que podem ser cometidos virtualmente, consequentemente caindo na armadilha de ladrões com muita facilidade. Segundo o site G1, em 2020 foram registradas no Brasil mais de 156.000 denúncias de crimes cibernéticos, tendo a clonagem de cartões e contas bancarias os mais comuns. Dessa maneira, é possível perceber que as consequências são graves e que devem ser solucionadas.
Portanto, percebe-se que o analfabetismo digital no Brasil continua a ser um sério problema e que medidas devem ser tomadas para a resolução deste. Com isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve intervir, criando programas e palestras de ensino sobre os meios digitais e orientar sobre os supostos crimes que possam ser cometidos, com o intuito de deixar o máximo de pessoas de quaisquer faixas etárias aptas à utilização dos meios digitais, acarretando a diminuição de ataques virtuais.