A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 04/09/2021
O artigo 6° da Constituição Federal - documento válido desde 1988 no Brasil - prevê o direito à educação como inerente a todo indivíduo. Entretanto, na realidade brasileira, não se observa a reverberação dessa prerrogativa, uma vez que parte dos brasileiros são afetados pelo analfabetismo digital. Todavia, a desigualdade social e a educação deficitária favorecem tal quadro.
Primeiramente, vale ressaltar que a discrepância no acesso à tecnologia no Brasil agrava a situação. De acordo com dados estatísticos do IBGE, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Sob tal ótica, a desigualdade entre as condições de vida da classe alta e baixa, acarreta a exclusão da última no mundo digital, visto que a mesma é impossibilitada de adquirir ferramentas tecnológicas e, por conseguinte, aprender a usá-las.
Além disso, é essencial destacar como causa do problema a defasagem entre as necessidades digitais e a formação ofertada pelas escolas. De acordo com o filósofo John Dewey, a aprendizagem é resultado inevitável das nossas experiências. Nessa lógica, escolas devem funcionar como um processo de experiência que resulta em aprendizado, inclusive no meio digital. No entanto, instituições não possuem meios que ajudam no processo educacional, tão pouco no domínio das ferramentas tecnológicas.
Logo, medidas são necessárias para acabar com o analfabetismo digital no Brasil. Dessa forma, o Governo Federal deve promover as classes baixas acesso à tecnologia e conhecimento acerca dela, por meio da disponibilização de eletrônicos em centros sociais, para entendimento de seus componentes, para que os mais pobres possam usufruir dos meios tecnológicos. Além disso, o Ministério da Tecnologia deve promover a compra de computadores nas escolas, por intermédio de investimentos, com o intuito de fornecer aos jovens uma educação digital de qualidade. Assim, o Brasil será um país igualitário, tendo seu direito garantido como previsto na Constituição Brasileira.