A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 06/09/2021

O documentário “O Dilema das Redes”, desmistifica as redes sociais como inofensivas, e mostra como a tecnologia controla as informações pessoais e os hábitos dos individuos, noções insuficientemente discutidas atualmente. Nesse sentido, verifica-se a utilização pouco consciente das ferramentas digitais no Brasil. Logo, é necessário analisar os motivos e os aspectos dessa problemática, bem como engendrar mecanismos para minimizá-la.

Em primeiro plano, é relevante destacar a importância dos mecanismos tecnológicos. Nesse viés, nota-se as multiplas possibilidades que a “web” trouxe á conjuntura social, otimizando a comunicação sem fronteiras e o acesso à informações ilimitadas em instantes. Nesse contexto, tal comodismo contribui para a democratização da educação e cultura, somado a isso, revolucionou a economia mundial, se tornando fundamental nos dias de hoje para o sucesso de qualquer atividade com fins lucrativos. De acordo com a constituição de 1988, os artigos 4, 5 e 7 asseguram a liberdade de informação e o alcance à informação, entretanto, acerca da lógica referente ao papel social e econômico da tecnologia, a Carta Magna deveria assegurar seu acesso como direito fundamental.

Observa-se, por conseguinte, o uso irresponsável da tecnologia pelas pessoas. Nessa perspectiva, elucida-se a falta de desconfiança diante a utilização dos dispositivos digitais -com acesso à internet- , e de sua imensurável rede de informações nem sempre verídicas. Sob essa ótica, a fácil credibilização e confiabilidade de dados, ocasiona a propagação de inverdades, possíveis golpes e crimes, até mesmo contra a integridade do indivíduo que não tem o mínimo de instrução sobre cibersegurança. Este quadro, exemplifica a teoria do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, no qual, afirma que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam sua visão sobre o mundo, assim, os conhecimentos de cunho digital são imprescindiveis, e precisam ser vulgarizados no tecido social.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação, crie um projeto de educação digital nas escolas, direcionando verbas para contratação de profissionais de TI, para ministrarem aulas frequentes na grade curricular, esclarecendo dúvidas e  ensinando  crianças e adolescentes, de forma dinâmica, maneiras eficientes de se protegerem dos perigos em " navegar “, a fim de estimular prudência e discernimento, mesmo em um ambiente descontraído. Ademais, o Ministério Público, deve promover engajamentos persuasivos e ficcionais, alertando a população em geral, a terem cuidado com o que absorvem e compartilham, objetivando uma realidade menos caótica. Feito isso, quem sabe a internet deixe de ser vista de forma pessimista, como no documentário.