A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 01/10/2021
A Constituição Federal de 1988 garante aos brasileiros o direito à educação e ao bem-estar. Entretanto, o Brasil enfrenta um problema que impede a garantia desses privilégios: o analfabetismo digital. Essa barreira é fruto tanto da falha educacional nas escolas, quanto da má distribuição de renda. Dessa forma, faz-se necessário a análise desses fatores.
Em primeiro lugar, é válido destacar a ausência da disciplina de informática nas escolas, sobretudo, públicas. Nesse sentido, de acordo com o educador Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que os centros de ensino podem proporcionar grandes voos ou um estado de alienação. Seguindo essa ideia, a falta da disciplina de informática na grade curricular configura-se como uma gaiola, pois, a escola, como o berço do conhecimento, não oferece o ensino e os meios adequados para que o aluno tenha acesso aos meios digitais uma vez que, no cenário atual, é imprescindível para a socialização.
Outrossim, dificuldades financeiras para adquirir dispositivos tecnológicos faz com que o analfabetismo digital persista. Nessa perspectiva, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, segundo o Coeficiente de Gini. Essa discrepância afeta diretamente os mais pobres, já que, pela baixa renda, não conseguem ter acesso as tecnologias atuais, como, por exemplo, celulares e computadores, pelo elevado preço. Com isso, esses indivíduos passam a viver em um estado de “escuridão”, pois estão excluídos do universo digital e, infelizmente, ficam suscetíveis a manipulação.
Destarte, é necessário, com urgência, mudar essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), como instância absoluta dos aspectos educacionais, promover maiores investimentos na educação por meio da inserção da disciplina de informática e projetos didáticos para que o indivíduo aprenda, logo nas primeiras séries da escola, sobre as tecnologias digitais e, consequentemente, extinga esse grave impasse da população. Assim, o direito à educação será, então, inserido para todos.