A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/10/2021
O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que “a tecnologia move o mundo”. Tendo-se isso em mente, é claro que essa ideia não é unânime no Brasil, uma vez que o analfabetismo digital tem números enormes de incidência. Diante disso, faz-se necessário combater problemas como desigualdade socioeconômica e a falta de formação educacional, que agravam o analfabetismo digital.
Em primeiro plano é importante ressaltar que o Brasil possui cerca de 27 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, como apontam dados do IBGE. Uma carência económica tão grande de parte da população, faz com que muitos não tenham acesso a tecnologia em sua plenitude ou recursos que possam auxiliar no uso destas tecnologias. Dessa forma, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso à tecnologia, o que contribui para o problema do analfabetismo digital.
Outro ponto a ser debatido em adição a questão econômica é a parte acadêmica. O educador Paulo Freire aponta que “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, retomando a ideia da importância da educação para o avanço da sociedade. Na realidade do Brasil vemos uma educação, principalmente no meio público, que não oferta uma formação para os alunos dominarem tantas ferramentas tecnológicas, cada vez mais necessárias no mundo moderno. Assim, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus estudantes, o índice de analfabetismo tecnológico tenderá a crescer.
Visando-se os argumentos supracitados, fica evidenciada a necessidade de ações para minimizar o analfabetismo digital no Brasil. O governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, através de novos empregos, moradias e auxílios financeiros, para minimizar os altos índices de pobreza extrema, tendo como objetivo que uma maior igualdade econômica proporciona acesso mais igualitário à tecnologia.