A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/10/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, no 6º artigo, garante o direito a educação como direito inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, essa prerrogativa torna-se falsa ao observar a mínima importância dada ao ensinamento tecnológico, o que acarreta em um analfabetismo digital em uma parcela da população. Dessa forma, faz-se inevitável a análise dos seguintes fatores: pouco esforço governamental e a desigualdade social.
Em primeiro lugar, nessa perspectiva, o que precisa ser enfatizado é a dificuldade de obtenção de recursos digitais para sociedades desfavorecidas. Porque, em nosso país, segundo o site “Brasil de Fato”, 46 milhões de brasileiros não têm internet em casa, seja porque o serviço é considerado caro, seja porque não têm celular ou computador em casa. Por essa lógica, essa diferença significa que quase metade da população não tem afinidade com a tecnologia, o que torna esses recursos inutilizáveis e a resolução de problemas fica mais complicada.
Além disso, é importante mostrar que a falta de formação e educação de qualidade é um dos fatores que contribuem para a persistência desse problema. Segundo Roger Chartier, grande historiador francês, a escola é a principal ferramenta de aprendizagem, mesmo no âmbito digital. No entanto, o Brasil não oferece formação para os alunos dominarem a Internet e suas habilidades, o que impossibilita o desenvolvimento dessa área e também agrava o problema do analfabetismo digital.
Portanto, é necessário tomar medidas de mitigação para os problemas relacionados. O governo federal deve investir em áreas menos privilegiadas para promover a igualdade de acesso à tecnologia. Além disso, o Ministério da Educação deve introduzir métodos novos e eficazes relacionados à educação digital por meio de debates entre professores, pais e alunos, de forma a colocar a redução do analfabetismo na agenda brasileira.