A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/10/2021

Em 2006, a plataforma digital norte-americana, “Youtube”, popularizou a criação de vídeos caseiros para o entretenimento e, posteriormente, abrangeu assuntos da área educativa e jornalística. Entretanto, a liberdade do conteúdo também originou debates conspiracionistas e informações errôneas, que, em uma sociedade que não costuma procurar a veracidade dos fatos, fomenta ideias equívocadas na população.

Primeiramente, é de suma importância compreender as consequências do analfabetismo digital. O jornalismo das mídias televisivas, por muito tempo, foi conduzido como uma informação verídica pela população brasileira, uma vez que não existia diversas alternativas para o conhecimento. Todavia, ao migrar para a internet, muita dessas pessoas mantiveram tal hábito e, assim, passaram a acreditar em criadores de conteúdo que, na maioria dos casos, não possuem comprometimento com a verdade, e sim, com o que acreditam.

Em segundo aspecto, o problema afeta não só a mentalidade da população, como também cria falsas expectativas monetárias. A plataforma “Hotmart” estimula a venda de cursos finânceiros que prometem, ilusoriamente, abundância econômica para aquele que o comprar. Deste modo, utilizam do Marketing sem quaisquer ética e lucram sobre aqueles que não possuem discernimento da realidade.

À vista disso, é necessário que o Estado tome medidas para combater a problemática. O Ministério Público precisa arquitetar maneiras de restringir a disseminação de informações falsas, fornecendo consultas gratuitas de técnicos júridicos para que a população possa identificar crimes de difamação cometidos por criadores de conteúdo e poder procurar, posteriormente, um advogado para o processo. Assim, aqueles que praticarem a dispersão de fatos errôneos poderão sofrer as consequências do ato, e a população poderá usufruir dos benefícios da internet livremente.