A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 04/11/2021
No século 18, a Revolução Industrial modificou não apenas as relações de trabalho, como também impulsionou a criação de novas tecnologias, que auxiliaram no desenvolvimento da humanidade e serviu como um grande avanço na história mundial. Entretanto, após três séculos, a inserção de tecnologias na sociedade brasileira, que deveria apresentar progresso, traz uma grande marca de analfabetismo digital, tendo como principais causas a exclusão de minorias e a negligência governamental.
De acordo com Pierre Lévy, “Toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Analogamente, pode-se conectar a frase com o dado da FGV, que aponta que 51% da população é considerada excluída digitalmente e parte dessa porcentagem inclui idosos e moradores de áreas periféricas que nao têm acesso à “internet”. Além disso, a dificuldade de acesso à essa rede provoca aumento nos números de desemprego e evasão escolar, principalmente na pandemia, onde o uso de aparelhos se tornou essencial para as atividades diárias como trabalho e escola. Desse modo, o processo de dependência tecnológica difundida na sociedade, desenvolve um retrocesso, causando traumas sociais.
Ademais, nota-se que a inoperância do governo é uma das razões pela qual a problemática persiste. Segundo John Locke em seu “Contrato Social”, é dever do Estado garantir os mecanismos necessários para alcançar o bem estar social. Portanto, levando em consideração o pensamento do contratualista, sua teoria não está sendo exercida pelo Governo, já que a falta de políticas públicas capazes de oferecer melhores informações sobre o uso de materiais tecnológicos não estão sendo trabalhadas, o que demonstra o descaso com os cidadãos.
Logo, conclui-se que é de extrema importância que o Ministério da Educação, em parceria com ONG’s, disponibilize cursos e palestras para as pessoas com poucos recursos eletrônicos, fazendo com que tenham mais chances de ingressar no mercado de trabalho atual, melhorando os índices de empregabilidade da nova revoluçao industrial.