A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/11/2021

O Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 garante a educação como direito universal e dever do Estado e da família. Para tanto, os desafios de uma educação democrática e igualitária ainda são um grande problema público e um dos novos desafios está relacionado a tecnologia, na qual se tornou cada vez mais corriqueira e assim, gerando novos trabalhos e métodos para, quase, todas às áreas do conhecimento. Todavia, o Brasil ainda sofre com altos índeces de analfabetismo digital. Assim, torna-se nescessária a discussão sobre suas princípais causas e como influenciam a sociedade moderna.

Diante desse cenário, é cábivel uma reflexão dos problemas geradores do analfabetismo digital. Como dito pelo filósofo grego Heráclito, “Nada é permanente, exceto a mudança”. De maneira análoga, a frase ajuda no retrato atual da sociedade, que após a Terceira Revolução Industrial vem sofrendo com mudanças constantes, onde métodos e tecnologias se tornam obsoletas rapidamente. Perante essa fluidez tecnógica, um grande percentual de analfabetismo digital é peocupante, ele sendo corroborado principalmente pela desiguldade social, onde pessoas com pouco poder aquisitivo tem baixo contato com a tecnologia. Uma das causas da manutenção da desigualdade tecnológica está intrínseco a metodologia do ensino, que na maioria das escolas não agem como intermediadores do acesso a tecnologia.

Essas consequências, geram diversos problemas sociais e individuais. A falta de preparo para lidar com as novas técnicas tornam os indivíduos inaptos à diversos trabalhos, que hoje envolvem bastante desse novo conhecimento técnico. Como citado pelo economista inglês William Arthur, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Essa frase enfatiza a importância da educação, que é uma grande impulsionadora econômica garantindo pessoas capacitadas. Todavia, a falta de preparo tecnológico não é só prejudícial a economia, mas também a própria educação, que como foi observado na pandemia, os alunos não tiveram o devido ensino por falta do acesso a tecnologia, por falta de conhecimento para lidar com o EAD (Ensino a Distância) e pela carência da capacitação dos professores em lidar com os novos métodos.

Diante do exposto, torna-se necessária a tomada de medidas atenuantes ao problema abordado. Portanto, concerne ao Ministério da educação em parceria com Ministério da tecnologia, por meio de políticas de inclusão tecnológica, capacitação do aluno as novas tecnologias e o treinamento de professores para realizar essa capacitação, tais projetos levariam novas tecnologias para as escolas e juntamente com um corpo docente capacitado, democratizariam a educação nas escolas ensinando programação, informática e eletrônica como materias obrigatórias, objetivando a alfabetização digital.