A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 18/11/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma suprema e fundamental nacional - garante o direito à educação a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, a efetivação dessa norma se trata de um cenário longíquo, uma vez que o analfabetismo digital no Brasil permanece sendo um complexo desafio a ser sanado. Logo, reconhecer a negligência governamental e a lacuna educacional como principais empecilhos é fundamental para a resolução dessa questão.

Em primeira análise, é primordial compreender que a omissão estatal fomenta essa adversidade. Nesse sentido, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado realizar medidas que auxiliem o progresso de toda coletividade. Entretanto, essa máxima vai de encontro ao cenário nacional vigente, visto que as autoridades governamentais não realizam medidas eficientes para coibir o analfabetismo digital, como projetos educacionais, campanhas de conscientização e a integração de uma disciplina correspondente ao ensino digital. Desse modo, enquanto houver negligência estatal, a problemática persistirá.

Além disso, é oportuno salientar que a displicência pedagógica contribui para o revés. Sob essa ótica, o sociólogo Édgar Morin ressaltava a importância de um método pedagógico pautado na multiplicidade de saberes. A ideia do pensador, todavia, não corresponde ao cenário educacional brasileiro, já que o método vigente é somente pautado no treinamento técnico e não aborda outras temáticas relevantes, como o ensino tecnológico e os perigos da desinformação acerca desse assunto. Sendo assim, a permanência da lacuna educacional, causada pelo corpo docente, faz com que o empecilho permaneça aflingindo a nação.

Em síntese, é possível verificar os fatores que auxiliam na conservação do problema. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro - integre uma disciplina, nas instituições de ensino, referente ao ensino digital, para os estudantes em geral, a fim de mudar o cenário brasileiro, promovendo cidadãos mais conscientes sobre o mundo tecnológico. Ademais, a corporação deverá, também, criar um projeto pedagógico, realizado em entidades públicas, disponibilizado para todo tecido civil, com a finalidade de mitigar o analfabetismo digital na pátria. Dessa forma, a norma suprema de 1988 será completamente exercida na nação verde-amarela.