A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Conforme a ONU, o acesso a internet é um direito humano. Nesse prisma, a utilização dos meios digitais pela sociedade de forma adequada e segura, torna-se necessária. Não obstante, a questão do analfabetismo digital no país tupiniquim é uma realidade adversa. Sob esse viés, a desigualdade social e a demasiada confiança dos usuários na internet, são fatores que permeiam o imbróglio.

Primariamente, é imperioso pontuar como os meios digitais são importantes para a vida em sociedade tangente à facilidade de acesso á informação e comunicação. Todavia, segundo o Índice de Gini - medida que classifica o grau de desigualdade social - o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nesse contexto, os indíviduos de ínfima condição monetária encontram dificuldades no que concerne à compra de aparelhos digitais. Diante disso, a renda mensal dessa população é inferior aos gastos vitais para a sobrevivência, logo, os dispositivos eletrônicos são visualizados como artigos de luxo, tornando-se suprimidos. Sendo assim, muitos indivíduos se tornam anafabetos digitais e não vivenciam a cidadania de forma integral.

Outrossim, faz-se fulcral ressartar a necessidade de filtrar as informações nas redes digitais. No entanto, consoante o The Economist, o Brasil encontra-se na 4° posição no quesito confiança nas informações compartilhadas na internet. Nessa óptica, a faceta do analfabetismo é apresentada, porquanto que ele não signica apenas a ausência de aprendizado digital, mas a utilização da internet de forma prejudicial e ineficaz. Nesse panorama, a demasiada confiança em sites e notícias virtuais, corroboram para a disseminação de fake news, fomentando, assim a desinformação no corpo social.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. Assim, cabe ao governo federal concender subsídios para a população de baixa renda, por meio de benefícios mensais, tendo por finalidade a atenuação da desigualdade social, visando garantir a alfabetização digital e a ratificação da cidadania desses indivíduos. Ademais, compete ás esolas - com seu poder transformador - a alfabetização digital desde a infância até os jovens e adultos, mediante aulas e palestras, possuindo como foco a formação de pessoas aptas para usar os meios digitais de forma responsável e segura.