A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 19/01/2022
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos.” Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entando, no que concerne à questão do analfabetismo digital no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, torna-se evidente como causas à falta de conhecimento, bem como à falta de investimento.
A princípio, a falta de conhecimento caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o filósofo Shopenhauer defende, que, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre sua fraqueza educacional, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de investimento. Segundo os dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos seus últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da falta de investimento, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua eliminação tem sido complicada.
Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Dessa forma, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes orgãos podem criar consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte questões como a falta de investimento, que precisam ser resolvidos com urgência. Dessa forma, o Brasil poderá superar o analfabetismo digital no país.