A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 22/02/2022

“A tecnologia muda o mundo.”. Era o que dizia Steve Jobs, co-fundador e diretor executivo da empresa Apple. No entanto, o acesso à tecnologia ainda é muito precário em várias partes do território brasileiro, e é possível analisar que a analfabetização digital se estende por uma grande parte da população, que consta na exclusão digital-social de pessoas as quais não utilizam a internet apropriadamente. Desse modo, a falta de conhecimento da comunidade brasileira se dá por conta de uma falha governamental do alto custo da tecnologia.

Primeiramente, existe uma grande falha governamental na educação da população no quesito da tecnologia. A falta de incentivo governamental do país na educação, em todos os seus campos, incluindo a digital, é evidente, uma vez que o Brasil está na 42° posição do ranking de 50 países avaliados a respeito do nível de conhecimento da população do mundo cibernético e suas tecnologias. Assim, é indubitável que uma das causas principais desse problema social é a falta de incentivo por parte do governo brasileiro e seus ministérios.

Segundamente, o alto custo da tecnologia hodiernamente excede limites passados e faz com que cada vez mais a população de menor renda seja excluída do mundo virtual. Ademais, o valor do salário mínimo brasileiro atingiu 1.212 reais no início de 2022, e juntamente com a alta de preços do mercado e taxas de imposto, o acesso à tecnologia se torna limitado, e dá espaço para somente as classes médias e altas brasileiras usufruírem das tecnologias atuais. Assim, é possível analisar que o alto custo de produtos tecnológicos estratifica uma parcela da população, e, desse modo, a exclusão digital se torna mais aparente.

Portanto, afirma-se que a existência de uma falha governamental quanto ao estudo e conhecimento da população na área tecnológica é um problema evidente. Dessa forma, o governo federal deveria, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criar aulas e campanhas para que exista o contato da população de comunidades mais pobres com a tecnologia, com o fito de se tornar algo mais próximo da realidade dessa parcela, e assim, a analfabetização digital será algo menos presente no território nacional.