A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 22/02/2022

Um conceito relativamente novo da geografia é o da quarta revolução industrial, que condiz com o aumento da robotização nos ambientes públicos com ajuda das inteligências artificiais. Esse conjunto de elementos tecnológicos formam uma nova linguagem, a linguagem digital. Desse modo, como ainda existe muita desigualdade e desinformação sobre essas tecnologias surgem os analfabetos digitais, que por não conseguirem interagir com o espaço tecnológico, estão sendo excluídos socialmente, além de serem mais propensos a espalhar notícias falsas por não entenderem os mecanismos dessa linguagem.

Primeiramente, é importante ressaltar que a tecnologia, principalmente se tratando de redes sociais, tem gírias próprias, que se interpretadas erradas podem se tornar “fake news”. Um exemplo são as “manchetes” falsas do Twitter, compartilhadas como “memes”.Assim, um analfabeto digital não tem informações e convívio com a internet o suficiente para entender certos nuances da mensagem e acaba compartilhando uma notícia falsa.

Ademais, as novas tecnologias estão ocupando espaços novos, como em bancos, escolas e lojas. Porém, os analfabetos digitais muitas vezes não conseguem interagir com esses ambientes por esses dependerem da tecnologia, excluindo uma massa de pessoas que sofrem com essa questão. Um exemplo são os caixas eletrônicos de bancos, que constantemente necessitam de funcionários para explicar a máquina para as pessoas, principalmente idosos que não têm acesso a informações tecnológicas.

Tendo visto os argumentos apresentados, é necessário que o MEC insira no currículo escolar dos brasileiros aulas de informática, a fim de evitar o analfabetismo digital, prevenindo a disseminação de fake news. Além da contratação de funcionários da área de tecnologia para auxiliar os cidadãos que não sabem lidar com algum tipo de sistema, evitando a exclusão social.