A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Com a terceira revolução industrial, o acesso aos meios de informação e tecnologia aumentaram consideravelmente. Contudo, na sociedade brasileira nem todos os cidadãos as usam corretamente ou não fazem parte da sua realidade social. Nessa lógica, gera-se problemas de contornos socioculturais que emergem do silencimento acerca do tema e despreparação educacional.
Nesse viés, é necessário pontuar que grande parte da população brasileira não tem acesso à tecnologia. A esse respeito, o filósofo John Locke, caracteriza-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não está cumprido seu papel. Sob essa perspectiva, contata-se a falta de medidas governamentais para combater o analfabetismo digital no Brasil. Dessa forma, verbas que deveriam ser aplicadas são desviadas por parte dos governantes. Assim, enquanto não houver políticas públicas para facilitar o acesso ao mundo conectado, a sociedade permanecerá iletrada digitalmente.
Ademais, a lacuna educacional no ensino brasileiro é outra dificuldade encontrada. Nesse cenário, Steven Jobs, afirma que “a tecnologia move o mundo”. Desse modo, a ausência de computadores nas redes escolares contribui para o analfabetismo digital. Por conseguinte, evidencia-se uma população com falta de conhecimento acerca das ferramentas tecnológicas e sofrendo impacto por não vivenciar a terceira revolução industrial.
Portanto, convém ao Ministério da Infraestrutura junto ao Ministério da Educação, promover a instalação de centros de informática com oferta de computadores, oferecer internet grátis aos grandes centros e regiões periféricas e instituir a disciplina de informática na grade curricular do ensino médio. Assim, formará-se uma sociedade mais igualitária, onde o “contrato social” não será violado, como afirma John Locke.