A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 26/05/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação, como inerente ao cidadão brasileiro. Conquanto, essa prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do analfabestimo digital no Brasil, dificultando, deste modo a universalização deste direito social tão importante. Diante desta perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quado, sendo eles a falta de incentivo aos meios tecnológicos nas escolas e o baixo poder aquisitivo da população.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabestimos digital. Neste sentindo, dentre as limitações nas escolas públicas do país, estão a falta de profissionais da área de tecnologia e a precariedade dos computadores, que dificultam a disseminação do conhecimento tecnológio. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que o poder aquisitivo dos brasileiros, influi diretamente no conhecimento digital que eles terão, visto que, segundo o IBGE, em 2020, existiam mais de 52 milhões de pessoas na pobreza, o que deixa implícito a falta de recursos financeiros para possuirem um bem como um computador, uma das principais ferramentas para a alfabetização e consolidação dos conhecimentos sobre o meio digital.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de programas governamentais, invista em cursos de informática gratuitos nas escolas, outrossim, forneça equipamentos de qualidade, a fim de aumentar o acesso às crianças e adolescentes, que se tornarão adultos atualizados e mais capacitados para o meio de trabalho. Paralelamente, é imperativo que medidas governamentais econômicas sejam realizadas, com intuito de diminuir os valores dos aparelhos eletrônicos, possibilitando que mais pessoas consigam ter acesso à internet. Por conseguinte, se consolidará uma sociedade mais igualitaria e capacitada, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Jhon Locke.