A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 24/05/2022
O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que que a tecnologia tem grande influência no mundo conteporâneo. Sob essa ótica, no contexto brasileiro, tal pesperctiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas intervetivas para conter a questão a qual é agravada devido não só a desigualdade socioeconômica, mas também a falta de informação no âmbito educacional.
Sob esse viés, é lícito postular a desigualdade social como impulsionadora desse revés. Nesse sentido, de acordo com o índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade em um país, o Brasil está em entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que parcela da população não tenha familiaridade com o ciberespaço, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar ao uso dessa ferramenta. Dessa forma, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social é impedida de ter acesso à tecnologia, fato que consequentemente agrava esse entrave.
Ademais, a irrefutável influência da falta de educação formadora na problemática, é um fator que dificulta sua resolução. Segundo Roger Chatier, grande historiador conteporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. Entretanto, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, pois as instituições não ofertam uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, faz-se ‘mister’ a reformulação dessa postura estatal urgente.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse óbice. Assim, o governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Além disso, compete ao Ministério da Educação, orgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio de debates entre estado, professores e família, introduzir métodos eficazes e, consequentemente, promover a alfabetização da socidedade no contexto digital do país. Sendo assim, o Brasil poderá gradativamente mudar o quadro exposto pelo índice de Gini.