A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 26/05/2022

De acordo com o artigo 6º da Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, todo cidadão brasileiro tem direito à educação. Entretanto, ao se analisar o analfabetismo digital no Brasil, fica claro que o princípio isonômico previsto pela Carta Magna não tem sido cumprido em território nacional. Essa realidade ocorre não só pela má influência midiática, mas também pela inércia estatal.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, a má influência midiática. Conforme Pierre Bordieu, sociólogo francês, o que foi criado para ser instrumento de democraria não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Tratanto o analfabetismo digital de forma silenciada.

Outrossim, o descaso das autoridades fomenta o analfabetismo digital. Acerca disso, conforme o escritor iluminista Voltaire: o Estado surgiu para servir o povo. Todavia, a governança nacional confronta o postulado filósofo, já que não desenvolve medidas para acabar com o grave problema, fato esse que deixa a comunidade em profundo desequilíbrio. Não é razoável, desse modo, que a discrepância das autoridades permaneça em um país que almeja tornar-se nação desenvolvida.

Portando, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar esse impasse. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Comunicação, em parceria com a mídia, criar ficções engajadas com narrativas que abordem a importância da alfabetização digital, de modo que conscientize o público brasileiro que assiste esses programas com o intuito de aumentar a compreensão da população acerca desse problema. Além disso, o Ministério de Educação, junto com as escolas deve por meio de peças teatrais e palestras incentivar os indivíduos a participarem de movimentos sociais, a fim de gerar uma nação mais participativa. Dessa forma com base na máxima de Voltaire, a teoria constitucional ganhará vigor no Brasil.