A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 23/05/2022
A expressão “Cringe” tomou conta das redes sociais recentemente com a premissa de dividir a Geração Z e a geração millenials, os debates evidenciaram o preconceito e a diferença da alfabetização digital da geração que nasceu no mundo digital e a geração que ainda tenta se adaptar com as novas tecnologias. Dessa forma, observa-se a delicada questão do analfabetismo digital que tem como causas a disparidade do acesso à informação e falta do ensino.
Nesse sentido, em primeiro plano, a falta da informação é um fator determinante na questão. Djamila Ribeiro defende que é necessário compreender as coisas que nos rodeiam para uma melhor compreensão do mundo. De fato, vivemos numa sociedade tecnológica, até mesmo ações simples como pagar uma conta, enviar uma foto e comunicar-se é necessário o digital. Na nossa sociedade, infelizmente, não temos a educação digital, e sem ela, sem a maneira compreender a maneira correta de usá-la, somos vulneráveis à Fake News e ataques de hackers.
Em paralelo, a lacuna educacional é um entrave no que tange à questão. Paulo Freire defende que a educação brasileira é atrasada. E sim, sem uma educação pautada no digital, proporcionamos os analfabetos digitais. É necessário educar digitalmente, ainda na infância, para que nossas crianças não usem as tecnologias em vão, e utilizem como uma poderosa ferramenta de inclusão entre gerações e facilitadora no dia a dia para o desenvolvimento socioeconômico.
Portanto, é necessária uma intervenção. Para isso, o Poder Público deve criar um “Workshop”, por meio de atividades didáticas e aulas práticas nas escolas, contando com a participação de alunos, pais e avós, a fim de uma alfabetização digital em massa. Tal ação deve ser transmitida em rede nacional com o objetivo de um maior alcance à população. Assim, podemos ter um país digital e empático entre as gerações que compõem a sociedade.