A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 30/05/2022

A Constituição Federal de 1988, prevê, em seu artigo 5, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo digital no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e desinformação.

Em uma primeira análise, evidencia-se que o governo negligencia o analfabetismo digital. Nesse sentido, muitas pessoas não têm acesso à tecnologia, principalmente estudantes, e o governo não cumpre sua função de assegurar que as pessoas tenham acesso a esse direito tão importante. Segundo Nelson Mandela, a educação é uma arma que pode mudar o mundo, porém muitas escolas ainda não possuem aulas de informática, e como resultado, os alunos se desenvolvem e se tornam adultos sem o conhecimento tecnológico, tornando-os, assim, analfabetos digitais.

Outrossim, é notório que uma parte da população não tem recursos para acessar a internet gratuitamente. De acordo com dados do portal G1, apenas 29% dos brasileiros conseguem usar a internet todos os dias. Como consequência disso, as pessoas que não têm recursos tecnológicos são excluídas, visto que não estão inclusas no mundo digital. Geralmente, as pessoas que não possuem acesso à internet são aquelas que vivem às margens da sociedade, o que, muitas vezes, torna ainda mais difícil a entrega de internet.

É necessário, portanto, que esses obstáculos sejam combatidos. Pra isso, é imprescindível que o governo, por meio de aulas de informática, disponibilize conteúdos tecnológicos para a parte mais marginalizada da sociedade - dessa maneira, as pessoas que não possuem recursos conseguirão ter acesso à internet e aparelhos eletrônicos, tornardo-os alfabetizados digitalmente -, a fim de que mais pessoas tenham acesso à tecnologia e aprendam a respeito dela. Dessa forma, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade mais igualitária e tecnológica.