A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 28/05/2022

Em sua obra “Os Retirantes”, o artista expressionista Cândido Portinari faz uma denúncia à condição de desigualdade compartilhada por milhões de brasileiros, os quais, vulneráveis socioeconomicamente, desenvolvem a questão do analfabetismo digital. A crítica de Portinari continua válida nos dias atuais, mesmo décadas após a pintura ter sido feita, como se pode notar a partir do leigo digital. Com base nesse atributo, é fundamental discutir a principal razão para a falta de acesso ao digital, bem como o principal entrave que impede tantas pessoas não auferirem uma instrução adequada.

Em primeira circustância, é válido destacar a ausência de engajamento social como fator que corroba a educação tecnológica. Fica nítido, pois, que a indiferença da sociedade diante da importância de combater a desinformação silencia a temática na conjutura social, o que corrompe o bem-estar digital e a oportunidade para se desenvolver de muitos cidadãos. Sob tal perspectiva, é lícito referenciar o pensamento do professor israelense Yuvai Harari, o qual, na obra “21 Lições para o Século XXI”, afirma que grande parte dos indivíduos não é capaz de notar os reais problemas do mundo, o que favorece a adoção de uma postura apática e passiva, como o que ocorre, no Brasil, em relação, à falta de interesse na educação tecnológica.

Ademais, é necessário destacar a importância da educação tecnológica na vida de um cidadão. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. De modo congênere, a aprendizagem monetária presente nas escolas traz benefícios para a vida dos jovens, como, por exemplo, o modo correto de analisar as informações da internet. Consequentemente, é inegável o valor desse conhecimento para os indivíduos em particular, bem como para toda uma sociedade se desenvolver corretamente na tecnologia.

Logo, é preciso que ações sejam tomadas para mudar esse quadro deletério. Por isso, é necessário que o MEC, juntamente com o governo federal, forme profissionais para transmitir esse conhecimento, promova a educação tecnológica nas escolas e implante cursos, debates e palestras gratuitos sobre o tema para a conscientização dos jovens. A partir dessas ações, espera-se um Brasil melhor.