A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 28/05/2022
A Terceira Revolução Industrial iniciou-se no século XX, ao passo que a tecnologia aparece conquistando um espaço predominante na vida dos cidadãos. Esse cenário contrubui para a análise do revés do analfabetismo digital no Brasil, haja vista que a modernização, apesar de dita revolucionária, não ocupa todas as esferas sociais com equidade. Desse modo, é possível discutir acerca dos impactos no mercado de trabalho e a exclusão social de gerações mais antigas.
É válido ressaltar -nessa lógica- a geração X e os Baby Boomers, os quais têm entre 35 e 60 anos, como principais reféns das inovações tecnológicas. Podendo então, alugir à teoria de Modernidade Líquida, do filósofo Zygmunt Bauman, a qual afirma que a atualidade sofre mudança constante, de forma que tudo é passageiro e tende a ser aprimorado tecnologicamente. Sob esse viés, é possível trazer à tona a dificuldade de pessoas da geração X, por exemplo, prosseguirem no mercado de trabalho caso não estejam familiarizadas com as ferramentas da internet. Posto isso, o mercado de trabalho torna-se cada vez mais restrito àqueles que têm domínio da tecnologia não só para lazer, mas principalmente para o labor.
Diante essa ótica, é possível acrescentar a exclusão social como um impacto às maiores faixas-etárias , como as dos Baby Boomers, principalmente. Consoante à teoria do filósofo Paulo Freire, a qual elucida que os seres humanos são gregários, ou sejam, necessitam de sociabilidade, visto que a internet faz-se a maior facilitadora dessa sociabilização no hodierno. Logo, vincula-se a internet somente às redes sociais, todavia ela se faz necessária em áreas habituais, como a utilização de Instituições Bancárias, cada vez mais modernizadas, o acesso às notícias e a proteção contra golpes e hackers, circusntâncias que distanciam os indivíduos em questão e que comprometem essa interação social.
Infere-se, portanto, que é dever do Estado assegurar a educação aos cidadãos brasileiros, em razão da educação digital também estar inserida nessa categoria. Destarte, urge aos Direitos Humanos promover minicursos de cunho público por intermédio de especialistas em tecnologia, de forma didática e prática que atinja as diferes idades, a fim de propagar informação e amenizar a questão do analfabetismo digital em todo o país.