A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 31/05/2022
Afirma SIR. Arthur Lewis, economista britânico “educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”, de maneira análoga a isso, observa-se que o aspecto digital é mais uma lacuna na formação dos brasileiros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: baixo investimento no ensino público e ausência de medidas inclusivas para aqueles que não tiveram acesso à tecnologia.
Em primeira análise, evidencia-se que poucos recursos chegam às instituições públicas de ensino, nem mesmo o básico na maioria das vezes. São raras as oportunidades desses estudantes se desenvolverem no quesito digital e tecnológico. Sob essa ótica, pesquisa do movimento “Todos Pela Educação”, mostra que 66% dos professores da rede pública apontaram que o limitador no uso de recursos tecnológicos é a falta de equipamentos. Dessa forma, é possível concluir que nossos jovens e adultos não conseguem ter acesso ao básico que os impulsionariam em sua vida pessoal e profissional.
Além disso, é notório que não há inclusão para aqueles que nos dias de hoje desconhecem do uso das ferramentas digitais. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Consoante a isso, não temos tal auxílio à nossa disposição, causando não só enfraquecimento no modelo escolar, mas também fazendo com que profissionais experientes venham a considerar desistir de atuar em seus nichos por exigirem adequações nas quais eles nunca tiveram acesso às ferramentas.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a amenizar e conter o analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao MEC, implementar e inserir informática na grade curricular do estudante, assim como, estruturar as escolas, a fim de proporcionar uma formação que condiz com nossa realidade de vida atual. Somente assim, teremos retorno positivo relacionado ao analfabetismo digital, lacuna educacional moderna presente no Brasil.