A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 29/05/2022
Em 1997, foi criado, pelo jornalista Gilberto Dimenstein, o conceito de “Anafalbetismo Digital” , que se refere à incapacidade de acesso e entendimento do mundo digital e a dificuldade de interação aplicada à tecnologia moderna. Conquanto, mesmo passados 25 anos desde sua origem, o analfabetismo digital ainda se faz presente no Brasil hodierno. Com isso, é preciso destacar a relevância desse acesso e os entraves responsáveis por esse problema.
A partir disso, é preciso salientar a importância e os benefícios advindos do acesso ao meio tecnológico. Pois, é notório que a internet, no mundo hodierno, tornou-se uma das principais ferramentas que viabilizam a globalização, permitindo a conexão de pessoas situadas em locais opostos do mundo. Tudo isso proporciona maior comunicação e informação, possibilitando acesso ao conhecimento, universalização de informações, culturas e educação. Embasado nisso, é visto que os meios tecnológicos e o saber funcionam como grandezas diretamente proporcionais, pois o aumento de uma gera o crescimento da outra.
Todavia, apesar da facilidade perceptível que esse meio proporciona, o não acesso, ainda presente, não possibilita essa inclusão total, configurando o analfabetismo digital. Pois, segundo o website G1, cerca de 30% dos domicílios não têm acesso à internet. Isso acontece de forma conjunta, principalmente, à vulnerabilidade social, visto que as pessoas menos favorecidas economicamente da sociedade, alocadas em regiões negligenciadas, não conseguem obter acesso ao avanço tecnológico e, por esse motivo, não usufruem da complexidade desse meio. Com base nisso, há uma limitação no conhecimento, comunicação e educação, pontos cruciais para o desenvolvimento humano.
À vista disso, ficam evidentes os impactos do analfabetismo digital no Brasil. Desse modo, faz-se essencial a atuação do Estado para que este cenário seja superado. Para isso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será revertido em investimentos para a criação de programas como “A Era Digital é Para Todos”, que disponibilizará internet e dispositivos eletrônicos para pessoas em situação de extrema pobreza. Assim, com o acesso à todos, o anafalbetismo digital diminuirá.